Título: Mudanças: por que tememos tanto virar a chave?

De onde vem esse medo constante do novo? Por que nos acostumamos a viver no incômodo do conhecido por achar que correr riscos seria mais doloroso? Como saberemos se haverá chão se temos medo de dar o primeiro passo?

 Assisti a uma entrevista recentemente onde a convidada dizia que a felicidade vem acompanhada de "muitas mortes" ao longo da vida. Não mortes no sentido físico, mas sim o morrer para algo e renascer para o novo — para as novas jornadas e experiências. Se repararmos bem, a vida exige esse movimento constante de morte e renascimento, mas vivemos quase o tempo todo travadas pelo medo desse processo.

 Como posso saber se algo é bom para mim se eu nem tentei? Por que fechamos a porta antes mesmo da possibilidade se apresentar, apenas para evitar o desconforto? Ironicamente, ao fugir do novo, já causamos a nós mesmas um desconforto profundo.

 Viver é uma escolha constante e um eterno perguntar-se: "E se?". Então me diga, fonte de agonias incessantes: você prefere tentar ou continuar presa na dúvida? Qual o seu real medo: o novo caminho ou a falha no trajeto?

 A vida é feita de tentativas, erros e acertos. Onde estaríamos hoje se não fossem os primeiros passos dados após uma queda? Como estaríamos se tivéssemos desistido de levantar e tentar de novo?

 Então, criatura dotada de ansiedade e dona de tantos "E ses...", olhe-se no espelho e questione o seu medo: "Por que queres tanto me impedir de seguir? Por que me queres insegura e presa?". Diante dele, dê a si mesma a permissão necessária para ir, arriscar e tentar. E se não conseguir de primeira, está tudo bem. Você poderá tentar de novo. Só não desista de você.

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