Solidão, solitude ou simplesmente arriscar-se
Por Caroline Reis
Às vezes, precisamos fazer algumas pausas na vida, desacelerar. Depois de muitos anos, resolvi viajar sozinha novamente e, dessa vez, o destino foi São Paulo. A viagem aconteceu em agosto de 2025, na semana do meu aniversário, o que tornou essa experiência ainda mais simbólica para mim. Confesso que pensei em desistir muitas vezes, mas minha irmã não deixou.
Se você que está lendo este texto nunca fez uma viagem sozinha, aconselho tentar um dia. Existe um certo prazer em fazer coisas sozinha, sem ninguém cobrando tempo, sem cobranças de horários, sem precisar discutir qual atividade agrada a todo mundo. O tempo é todinho seu.
Você pode programar todos os dias ou simplesmente deixar acontecer, sair explorando o local escolhido de forma aleatória, vivendo o momento. Dessa vez, me arrisquei mesmo. Nunca tinha ido a São Paulo sozinha. Fiz minha programação de acordo com minha vontade, perguntei, andei, apreciei obras de arte, mesmo sem ter estudado arte, vi pessoas diferentes, culturas, lutas, música.
Treinei, coisa que gosto muito de fazer, administrei minhas crises de ansiedade, me senti livre, mas também me senti sozinha. Em alguns momentos, me arrependi, me desesperei, mas consegui me controlar. Tirei fotos do que gostava, algo que considero muito importante. Gosto de fotografar. Fotos contam histórias e, particularmente, eu gosto de contar histórias por meio delas. Ciente de que nem tudo o que é belo para mim é belo para todos, entendo que, na minha história, o que importa é o que é belo para mim. Olha e curte quem quer.
Estar sozinha tem seus prós e contras. Fui de 8 a 80 nesses dias: a cabeça fervendo de ideias, problemas, possíveis soluções, mudanças, medos (muitos medos). E a que conclusão cheguei? Nenhuma. Ou talvez uma: às vezes é preciso olhar para os problemas e dizer: “por hoje, eu não vou dedicar meu tempo a você”. Pausar significa exatamente isso: focar sua atenção em você, para você.
A psicologia traz muitas abordagens e técnicas que podem nos ajudar nesse sentido. Gosto da visão de Jung, que falava sobre o movimento de se afastar do ruído externo para olhar para dentro de si, compreendendo que isso não é um luxo, mas uma necessidade vital para a saúde da alma. Nossa psique funciona em um sistema constante de busca por equilíbrio, pela autorregulação.
Viajar sozinha é um processo de individuação. Longe de tudo e de todos, da rotina e das expectativas, você não precisa exercer papéis, não precisa agradar ninguém e nem temer desagradar. Todos nós temos essa necessidade de respirar, dar um tempo, permitindo que problemas e possíveis soluções se acalmem dentro de nós. Ao viajar sozinha, somos forçadas a dialogar com nós mesmas, com nossas sombras, desejos e medos, sem nenhuma interferência externa.
Talvez viajar seja uma das melhores formas de autoconhecimento e cuidado. Dar pausas na vida é necessário. O conselho é simples: arrisque-se. Viaje.
Às vezes, precisamos fazer algumas pausas na vida, desacelerar. Depois de muitos anos, resolvi viajar sozinha novamente e, dessa vez, o destino foi São Paulo. A viagem aconteceu em agosto de 2025, na semana do meu aniversário, o que tornou essa experiência ainda mais simbólica para mim. Confesso que pensei em desistir muitas vezes, mas minha irmã não deixou.
Se você que está lendo este texto nunca fez uma viagem sozinha, aconselho tentar um dia. Existe um certo prazer em fazer coisas sozinha, sem ninguém cobrando tempo, sem cobranças de horários, sem precisar discutir qual atividade agrada a todo mundo. O tempo é todinho seu.
Você pode programar todos os dias ou simplesmente deixar acontecer, sair explorando o local escolhido de forma aleatória, vivendo o momento. Dessa vez, me arrisquei mesmo. Nunca tinha ido a São Paulo sozinha. Fiz minha programação de acordo com minha vontade, perguntei, andei, apreciei obras de arte, mesmo sem ter estudado arte, vi pessoas diferentes, culturas, lutas, música.
Treinei, coisa que gosto muito de fazer, administrei minhas crises de ansiedade, me senti livre, mas também me senti sozinha. Em alguns momentos, me arrependi, me desesperei, mas consegui me controlar. Tirei fotos do que gostava, algo que considero muito importante. Gosto de fotografar. Fotos contam histórias e, particularmente, eu gosto de contar histórias por meio delas. Ciente de que nem tudo o que é belo para mim é belo para todos, entendo que, na minha história, o que importa é o que é belo para mim. Olha e curte quem quer.
Estar sozinha tem seus prós e contras. Fui de 8 a 80 nesses dias: a cabeça fervendo de ideias, problemas, possíveis soluções, mudanças, medos (muitos medos). E a que conclusão cheguei? Nenhuma. Ou talvez uma: às vezes é preciso olhar para os problemas e dizer: “por hoje, eu não vou dedicar meu tempo a você”. Pausar significa exatamente isso: focar sua atenção em você, para você.
A psicologia traz muitas abordagens e técnicas que podem nos ajudar nesse sentido. Gosto da visão de Jung, que falava sobre o movimento de se afastar do ruído externo para olhar para dentro de si, compreendendo que isso não é um luxo, mas uma necessidade vital para a saúde da alma. Nossa psique funciona em um sistema constante de busca por equilíbrio, pela autorregulação.
Viajar sozinha é um processo de individuação. Longe de tudo e de todos, da rotina e das expectativas, você não precisa exercer papéis, não precisa agradar ninguém e nem temer desagradar. Todos nós temos essa necessidade de respirar, dar um tempo, permitindo que problemas e possíveis soluções se acalmem dentro de nós. Ao viajar sozinha, somos forçadas a dialogar com nós mesmas, com nossas sombras, desejos e medos, sem nenhuma interferência externa.
Talvez viajar seja uma das melhores formas de autoconhecimento e cuidado. Dar pausas na vida é necessário. O conselho é simples: arrisque-se. Viaje.

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