Revisitando Olhares: O que o tempo (e a Psicologia) fez com as minhas palavras
Dizem que ninguém se banha no mesmo rio duas vezes, pois nem o rio nem a pessoa são os mesmos. Ao retomar o Olhares no Cotidiano, senti um impulso irresistível de olhar para trás antes de seguir em frente. Navegando pelo arquivo deste blog, reencontrei textos meus de 2010 a 2017 — relatos de uma Caroline que já buscava sentido nas miudezas, mas que ainda tateava no escuro diante de certas dores e decepções.
Naquela
época, eu escrevia para sobreviver aos sentimentos. Hoje, no 9º semestre de
Psicologia, escrevo para integrá-los.
Decidi iniciar uma série chamada 'Revisitando Olhares'. Vou trazer novamente alguns
textos antigos, mas com um diferencial: vou 'conversar' com eles. Quero
oferecer àquela Caroline de anos atrás — e a todos vocês que talvez estejam
passando pelo que eu passei — uma nova perspectiva.
É
um exercício de autocompaixão e de maturidade. É mostrar que a nossa história
não precisa ser apagada para que uma nova versão nasça; ela precisa apenas ser
ressignificada.
Convido
vocês a mergulharem comigo nessa linha do tempo. Vamos ver o que o tempo, a
experiência e a ciência do cuidado fizeram com os meus antigos olhares?"



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