Medos de nossos medos
As pessoas geralmente tem receio de falar dos seus medos, eu confesso que não fujo a regra. Sempre me julguei muito forte - e faço tudo para parecer ser assim - sempre com resposta pronta na ponta da língua para quem quer que seja. Se a conversa toma um rumo que não quero, ou não seja o por mim esperado dou logo um jeitinho de fugir. Gosto de eleogios como qualquer outra mulher – e leonina então – (risos), mas se sinto exagero e apego demais fico sem graça e passo a ser a pessoa mais tímida do mundo.
Não gosto de amolecer, gosto do estilo durona, engraçada e amiga que sou e na maioria das vezes faço tudo para não demonstrar meus medos, o que nem sempre é possível. No entanto é nos momentos que estou sozinha, nas horas que o silêncio invade meu tempo e pensamentos, que os meus medos me apavoram mais. Então descubro que como qualquer outro ser humano tenho os medos mais comuns do mundo: altura, acidente, violência, ratos dentre outros.
Sempre disse para todo mundo e para mim mesma que não tenho medo de morrer e no fundo não tenho certeza que essa idéia me apavore tanto, mas por outro lado me apavoro só em pensar no medo que tenho de perder. Perder as pessoas, aquelas que eu mais amo e que faço de alicerce para o meu viver, aquelas que são tão importantes quanto o meu respirar, aquelas que fazem de mim o que sou. Tenho consciência do ciclo da vida, do destino e de que todos um dia iremos todos morrer, mas em minhas orações peço tanto que esse dia não chegue, ou pelo menos que demore a chegar, para quem sabe ao longo desse tempo eu aprenda e evolua a minha ideia de perder.
Existem outros medos que teimo em admitir, meu medo terrível de altura, esse eu juro que tento vencer sempre, um dia eu consigo. Medo, ou melhor dizer, pânico de rato – acredite esse eu nem faço questão de perder (risos) e já passei cada mico por isso. Mas no meio de tantos pequenos medos descobri que tenho um medo que para mim é difícil entender ou fazer-me entender, o medo de amar e simultaneamente o medo de morrer sem nunca ao menos ter sido amada de verdade. Esquisito né? Porém descubro todos os dias que virou tão comum, as pessoas sentem medo de amar, resistem a isso, talvez porque já tenham sido machucadas demais, acreditado demais nas outras ou no amor que imaginaram existir. Ou seja, não estou sozinha nesse medo.
O amor é tão extremo, confuso e indecifrável, assustador talvez seja a palavra certa, acredito que todos tem um momento a vida em que param e se perguntam se já encontram e sentiram o amor de verdade, ou se ainda nem chegaram perto de tal experiência? Não sei se acontece com todo mundo, porém existem horas que explode em mim uma vontade de viver tal mistério, assim como horas acredito que o melhor é fugir sempre dele, o tão assustador amor e nunca sei por que lado decidir.
Então a pergunta é: De que nos serve o medo mesmo? Acho que o medo nos acorrenta, nos impedindo de viver o melhor da vida que é o descobrir, haverá consequências sempre, umas boas, outras não, mas será que isso deve nos limitar? Ou o arriscar talvez seja a melhor alternativa, a mais viva e feliz dentre todas as alternativas.
Pensem nisso pessoas...



Perfeito irmã nunca nos traduziu tão bem...te amo e creio no seu sucesso
ResponderExcluirCris