Um giro na cidade, um novo olhar no conhecido


Por Caroline Martins

Sabe aqueles dias em que tudo que você quer é um instante só seu. Olhar pela janela e reparar em coisas que na correria do dia a dia você nem se quer percebe, rever lugares, observar atentamente para ver se algo mudou, ou simplismente voltar aquele lugar que te faz lembrar alguém ou alguma coisa.
Hoje tirei esse tempo, véspera de virada de final de ano, ainda sem planos onde passar e com quem passar, resolvi então que precisava de uma roupa nova para tal momento, o que eu já deveria ter providenciado, mas como uma boa brasileira e baiana que sou deixei para os 45 minutos do último tempo e preste a não encontrar. Saí do trabalho um pouco mais cedo e meu destino era a Pituba, então peguei um daqueles ônibus que roda meia cidade para chegar ao destino.
Passei então por pontos da cidade, os quais fazia tempo que não via, saindo do comércio passei pelo Mercado Modelo, que para muitos tinha perdido seu valor, me deparei com tantas pessoas circulando, de um lado uma fila quilométrica, todos afoitos por uma vaga na lancha para passar o réveillon na ilha. Do outro lado o Mercado Modelo, lotado de turistas, muito bom aquilo, adoro essa loucura de pessoas diferentes, misturando suas culturas, cores e línguas. Na praça (ainda no Comércio) um grupo de japoneses sentados comiam cachorro quente, olha que essa nem é a especialidade baiana, mas o engraçado é que de  tão parecidos eu não seria capaz de distinguir quem é quem, nesse momento me peguei a rir sozinha.
E o ônibus seguiu adiante, alguns bares tocavam música ao vivo, o que tornava a rua uma festa. Subindo a ladeira da montanha me deparei mais uma vez com aquele quadro espetacular que é a Baía de todos os Santos, uma das paisagens mais belas de Salvador vale ressaltar, vista do alto, com uma visão ampla e tranquila. Entramos no centro da cidade, Av. 7 de Setembro, muita gente na rua e já eram 18h (pensei até que fosse carnaval). Seguindo em frente chegamos ao Campo Grande, iluminado pela decoração natalina (eu adoro essa época do ano, as luzes, os personagens tudo reluz amor e harmonia)onde se encontrava pessoas fazendo exercícios físicos, passeando. Seguimos caminho para Barra, passando pela ladeira da Barra, Farol , pude ver o murmurinho da festa de réveillon, as praias ainda lotadas no fim de tarde, bares cheios de pessoas sorrindo, confraternizando com amigos, parentes e conhecidos. Todos tinham o mesmo objetivo curtir uma bela paisagem e um bom chop no final do expediente, ou uma tarde comum de férias dentre outras alternativas mais. No Cristo um linda árvore azul embelezava
 ainda mais o ambiente.
Chegamos ao Rio Vermelho, como já era de se esperar estava também repleto de pessoas sentadas nos bares, curtindo aquela vida boemia e calma, aquele início de noite baiana, porque noite baiana é noite de alegria, de encontro com amigos, de muitos sorrisos. Aqui na Bahia em menos de dois minutos se faz amigos, as pessoas estão sempre abertas a amizades, se tratam bem são simpáticos, o povo baiano é muito receptivo e assim é conhecido pelo mundo.
Demorou mais um pouco cheguei ao meu destino, Pituba, ainda cansada do dia exaustivo de trabalho, porém satisfeita pelo passeio turístico na minha amada Salvador.


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