A guerra que não gostaríamos de ver

Tanto se fala em guerra, em desavenças entre países, bombas, atentados. Algo antes só visto na TV, algo que a maioria de nós optavamos por não querer ver, algo que nos parecia tão distante, que só acontecia do outro lado do mundo. Infelizmente esse algo chegou para nós também, talvez em proporções menores, mas tão triste e destruidoras quanto todas as outras.

O Brasil parou para rezar e enviar ajuda para o Rio de Janeiro. Bandidos se uniram e atacaram a sociedade, deixando toda uma cidade a mercer de suas vontades. Civis inocentes foram obrigados a servir a esses gurpos. Pessoas se viram obrigadas a fugir, se esconder, alguns por não ter para onde ir tem que ficar no meio do fogo cruzado, outros sem que tivessem oportunidades de escolha tiveram que morrer. Por que essa guerra? Pergunta que ecoa em muitos corações aflitos, nessa angústia de não saber o porque e de nada poder fazer. Desespero, dor, pânico, tristezas, lágrimas sentimentos indesejáveis tomam conta de um país.

Em mim cresce um desespero por não ser apta o suficiente para participar também na linha de frente desse combate, varrendo das ruas e das nossas vidas esse tipo de pessoa, que nem sei se poderíamos chamar de seres humanos. Deus, meu Deus...quão cruéis podem ser alguns seres humanos. Piedade, piedade, vem em meus pensamentos essas palavras, não posso pensar e nem querer agir como esses criminoso, pessoas pobres de espírito, não posso me transformar nos monstros que anseio combater. Mas me pergunto como controlar sentimentos ruins ao ver o nível de crueldade aplicados por esses seres? Controlada a vontade e esses sentimentos ruins volto as minhas orações e me concentro em pedir que se encontre logo uma forma de reagir  e combater esse tipo de “guerrilha” que se instalou no Rio.


Reagimos: Polícia e Exército reuniram todas as forças possíveis em prol de acabar com a “festa” desses bandidos. As ruas pareciam estranhas, o que era a cidade Maravilhosa, tornou-se concentração de forças armadas prontas para defender a população. Soldados armados para todos os lados, tanques nas ruas prontos para abater o inimigo, tiros para todos os lados, como se estivéssemos num campo minado.

Hoje, 28 de novembro de 2010, foi marcado como um dia de vitória. Cerca de 2,700 homens das polícias Militar, Federal, Civil e do Exército dominaram os bandidos de um dos mais importantes redutos de criminosos, o Conjunto de Favelas do Alemão. Eles partiram nessa missão com o objetivo de retomar o respeito e colocar de novo ordem na casa. E foi o que fizeram mostraram a esse criminosos que ainda existe polícia, retomaram o respeito perante a sociedade. Partiram para o ataque e sem precisar fazer o uso de muita violência assumiram o controle morro. Lá no alto de uma construção fincaram uma Bandeira do Brasil, somos brasileiros e não desistimos nunca, nenhum terror pode abater nossa coragem.

Isso tudo serviu para nos mostrar que ainda existem pessoas dispostas a colocar suas vidas em risco por outras que juraram proteger, a esses policiais que não temem o perigo nosso muito obrigada. Falo nosso, pois sei que esse desejo está em muitos corações. Obrigada a vocês homens de Deus que enfrentaram mais essas batalha e puderam trazer um pouco de tranquilidade para milhares de famílias brasileiras.




Comentários

  1. Caroline, parabéns pela sua página. Vc escreve muito bem. Mas, infelizmente eu não tenho o mesmo otimismo que o seu. A questão da violência urbana é muito mais complexo que a gente imagina. Não vejo solução. Como sempre, quando a sociedade se sente ameaçada principalmente a elite dirigente são tomadas medidas paliativos que não atacam a causa do problema. Na minha opinião, a pior violência é desse sistema político e econômico que estimula cada vez mais a concentração de riqueza na mãos de poucos. Para mim violência é gente passando fome,sem uma moradia decente, saneamento básico etc.
    No que se refere ao tráfico, é preciso parar com essa hipocrisia daqueles que acham que o tráfico um dia irá acabar. acredito veemente que só vai diminuir essa violência quando for legalizado. É preciso lutarmos por uma outra forma de sistema econômico.Quando esse povo que sempre foram invisíveis para o restante da sociedade,para se tornarem visíveis vão começar a descer do morro, ninguém segura mais.

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  2. Lúcio, obrigada por visitar e pelos elogios. Escrever para mim é prazer, é lazer...Gosto disso, principalmente pela liberdade de falar e mostrar o que penso e como vejo tudo isso.
    Você tem razão quando diz que vejo com otimismo essa questão. Meu otimismo é baseado no agradecer e estimular atitudes que mudem alguma coisa, atitudes que tenham poder de transformar. Sei que os problemas são mais complexos do que parecem, mas acredito que dando apoio e reconhecimento a quem muda mesmo que em pequena quantidade esse mundo, esse nosso Brasil é mais que válido e merecedor. Quero ver esse mundo de meu Deus com otimismo, rezar para que cada vez mais pessoas se unam nessa idéias de um mundo melhor e façam suas pequenas partes para que esse sonho que para muitos parece ilusão se torne real, ou algumas parcelas reais.
    Também acredito que violência sai do âmbito de morte e tráfico e que passar fome, não ter onde morar é violência moral, social tão grave quanto a violência que causam óbitos. Não sei do futuro desse PAÍS, não sei se um dia será possível acabar com tanta coisa ruim como drogas, armas, fome, sede, frio, só sei que estarei lutando, rezando, torcendo e fazendo minha parte para mudar sim essa cruel realidade.

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