Preconceitos “nossos” do dia-dia"

Por Caroline Martins
Se tem uma coisa que me deixa chateada e horrorizada é preconceito, seja ele do que for e com quem for.
Voltando para casa hoje presenciei uma dessas cenas do cotidiano que para muitos pode parecer bobagem, mas para quem passa ou assiste não é tão simples assim. Peguei um ônibus para voltar para casa e como estava um pouco lotado algumas pessoas vinham em pé. Em um dos  bancos havia uma garota, não dava para ela mais que 22 anos, ela estava sentada na cadeira da janela , então vagou um lugar ao seu lado , um rapaz que tava acompanhando uma senhora olhou querendo sentar, mas percebeu que não caberia ali , no mesmo instante vagou um outro lugar a senhora olhou para ele e prontamente decidiu trocar as vagas deixando ele sentar na nova cadeira que vagou e tentando se ajeitar ao lado da moça, sentou-se e ficou se ajeitando na cadeira, parte dela ficou para o lado de fora do banco, isso acontecia enquanto fazia caras e bocas e olhava para o rapaz com quem havia trocado de lugar. Dois pontos depois  alguém desceu do ônibus, vagando assim mais um banco essa senhora correu para aquela vaga deixando mais uma vez aquele espaço vago, uma jovem que estava logo atrás com o namorado sentou-se ao lado da moça  ficando de lado, durante o percurso ela ficava  rindo e olhando para atrás, onde estava o namorado que também estava rindo nesse momento.
Vocês devem está se perguntando o que foi que me chateou e o porque da mocinha está rindo ao sentar? O problema é que essa jovem que todos riam ou olhavam diferente, quando entravam no ônibus é porque ela  era gordinha e que ao sentar  no banco no lado da janela quase tomava o espaço dos dois bancos. O que ninguém parava para perceber é que toda aquela cena era constrangedora para ela também. Ela percebia como as pessoas a olhavam diferente e como se comportavam os que se atreviam a sentar do lado dela.
Eu estava de frente para ela e pude perceber como ela tentava refugiar-se olhando pela janela para fora do ônibus, tentando não encarar o preconceito das pessoas ali presente e tentando fingir que aquilo não a atingia.
Muito me admira que ainda hoje seja tão comum esse tipo de atitude, pessoas tendo que fugir da realidade para não se sentirem diferente demais ao ponto de parecer um ET , por sua aparência, por não está dentro dos padrões idealizados pela sociedade que vivem. Me envergonhei e me entristeci por está presente numa situação tão repugnante.
Quando iremos nos livrar desses preconceitos bobos e tratar as pessoas com devido respeito que merecem, respeitando suas escolhas, limitações e tudo mais?
Acho que tudo isso vale uma reflexão.


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