Falando de preconceito ou falando de diferença?

Por Caroline Martins

Hipócrita quem diz não ter preconceito ou não ser preconceituoso. Nem todos pensamos da mesma forma e naturalmente não aceitamos as coisas como elas são ou acontecem. Diante das diferenças do dia- a-dia e da liberdade com que elas acontecem, existem as divergências, sejam elas de opiniões, culturas ou crenças.

Para falar sobre preconceito acredito ser importante falar de “etnocentrismo” e para tanto é imprescindível o conceito de tal palavra.

“Etnocentrismo é um conceito antropológico, segundo o qual a visão ou avaliação que um indivíduo ou grupo de pessoas faz de um grupo social diferente do seu é apenas baseada nos valores, referências e padrões adotados pelo grupo social ao qual o próprio indivíduo ou grupo fazem parte.”

O “nosso” sempre é mais importante, é o certo, tudo deve ser pensado, realizado e deve ser seguido de acordo com o padrão no qual vivemos e fomos criados. O diferente que por algum momento destoa do que conhecemos como verdade é descartado, estranho, rejeitado.

Existe na verdade uma dificuldade de enfrentar e aceitar a diferença. É mais fácil rejeitar o novo, ser hostil, contrário. Por que conceitos apreendidos não podem ser mudados, transformados? Seria tão fácil e tão menos conflitante se soubéssemos lhe dar com as diferenças, com as mudanças que acontecem e vão acontecer todos os dias.

Conviver com o diferente não é aceita-lo como o certo, ou segui-lo como o que gostaríamos que fosse o certo. Aceitar o diferente é dar a oportunidade de coisas e pessoas serem livres e donos do próprio destino, sem que precisem ser alvo do desprezo, da indiferença, dos preconceitos. Ninguém precisar ser igual a ninguém ou viver de acordo com regras impostas, nas quais não acredita e decidiu não seguir.

Existem pessoas que colorem os cabelos de vermelho, roxo ou rosa, outras que amam e tem relacionamentos com pessoas do mesmo sexo, algumas gostam de tatuar o corpo, outras de rasparem a cabeça, ou usar pircing pelo corpo todo. Ainda têm aquelas que só se vestem de preto, ou as de cor de pele diferente, algumas se machucam para não sentir prazer, outras acreditam em deuses diferentes, há pessoas que preferem nunca conhecer o amor carnal e viver para ajudar o próximo, a outras que usam o corpo para ganhar dinheiro. Há pessoas que não enxergam outras, que não conseguem andar, algumas pegam doenças incuráveis, outras não conseguem nem falar, umas são tímidas, outras extrovertidas demais. Inúmeras são as diferenças, inúmeros são os gostos e opiniões e quem é na verdade que ta certo ou errado, Será que existe o certo e errado ou todos somos livres para decidir e ser o que julgamos ser o correto ou pelo menos o que queremos ser?

Vale refletir!










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