Chuvas, tristeza e perdas

Salvador enfrenta mais uma vez o caos de não ser uma cidade estruturada o suficiente para os períodos de chuvas. Para onde quer que se olhe ou se vá muitos são muitos os ilhados, os soterrados, os machucados. São inúmeros os transtornos enfrentados e todos acompanhados de duras e cruéis perdas.

Por um lado ficam as perdas materiais: carros perdidos, atolados em meio aos rios que se transformaram as ruas, telhas arrancadas pela força dos ventos, mercadorias perdidas pelas enchentes e as queda de energias, móveis levados nas enxurradas ou que após secarem não servirão mais, casas desabadas, famílias desalojadas. Bens que foram conquistados com sacrifícios e que é triste perdê-los.

Mas nada se compara com as perdas humanas, essa é uma dor que é difícil descrever. A dor de pessoas que perdem seus filhos, maridos, parentes, amigos em acidentes, em desabamentos, nas enchentes. A dor de quem não pode salvar uma vida, de quem assistiu alguém morrer sem poder fazer nada pra evitar. Dores que serão como cicratizes ficaram pra sempre marcadas.

Dores que nenhuma reforma, obra ou melhoria na estrutura da cidade vão poder apagar, dores que podiam ter sido evitadas.

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